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Silvio Alexandre Porto
Silvio Alexandre Porto
Comentário · há 2 anos
Prezada Camila,

Não faço estas coisas e, quem acha que eu faço, por favor, prove. Há uma diferença marcante em infrações e crimes flagrantes de alta gravidade comprovados, ou pelo menos com indícios contundentes, do senso comum. O senso comum diz que todo político é corrupto e que todo brasileiro é metido a malandro.

Pessoalmente não me sinto confortável para declarar que todo político é corrupto, pelo menos dentro de certo limiar, pois isto demanda provas, inclusive não apenas de culpa, mas principalmente do dolo. Da mesma forma penso que é impossível ao cidadão comum cumprir toda a lei. Um exemplo é que o CTB diz que se o motorista não ligar a seta para fazer uma conversão estará cometendo uma infração de trânsito grave que pune com 5 pontos na carteira com multa no valor de R$ 127,69.

Concordo que é péssimo quando estamos dirigindo e temos de adivinhar para onde o motorista à frente deseja ir, mas pela própria natureza dinâmica do trânsito, pode-se acontecer um esquecimento em meio de outros elementos em determinada situação. Então acredito que a maior parte das pessoas gostaria de ter ligado a seta, mas simplesmente a esqueceu e isto já deve ter acontecido com todo mundo, inclusive comigo que sou habilitado B desde 1998 e D desde 2005, sendo que jamais fui multado por coisa alguma; talvez por um pouco de sorte, mas provavelmente por tentar não errar.

Por outro lado tentar colocar o cidadão médio no mesmo bojo de pessoas como o José Dirceu, um condenado pela justiça que está enrolado em outro processo criminal, seria o mesmo que colocar o esquecimento da seta no mesmo patamar de um motorista bêbado que, não obstante o estado etílico, empreende ultrapassagens em local proibido a mais de 150 km por hora, terminando por invadir uma calçada e atropelar um grupo de pessoas que acabavam de sair de uma igreja e que esperavam o ônibus para ir para casa.

Esta "moralzinha" do "politicamente correto" foi implantada justamente pelos sujos que foram pegos "com a mão no pote", e como não poderiam justificar o injustificável, acionaram seus carissímos marqueteiros, que acompanhados de seus capangas virtuais espalharam a condição de necessidade do cidadão ser Deus para ter o direito de critica-los.

Abandonando a esfera privada e partindo para a pública (onde há o dever de fazer o que estritamente está descrito em lei), a própria Constituição autoriza certa "barganha" no "vigiar e punir". Pelo princípio da isonomia devemos sempre pensar que a lei deve alcançar a todos, mas existe o principio da eficiência, pois isto gera um custo, então deveriamos organizar a todos em uma fila atribuindo a cada um, um "coeficiente de culpa x dano", que seria ordenado de forma decrescente e a execução dos processos aconteceria nesta ordem.

Fazendo isto cegamente com certeza eliminaria a sensação de impunidade e, vendo o rolo compressor da justiça se aproximar, os "pequenos infratores" elencados em seu texto se intimidariam e passariam a agir corretamente. Por outro lado, sufocados como o cidadão médio está pelo peso da lei, os que hoje detem o poder com certeza se empenhariam por simplifica-la ou torna-la mais justa para dividir corretamente o seu peso que agora seria suportado por eles também.
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